Sobre Leitura

“Atores no seu espaço profissional, a voz dos professores também precisa ser ouvida e considerada como anunciadoras de experiências, de marcas das práticas cotidianas, de leituras do mundo, cabendo-lhes também a responsabilidade da assinatura nos escritos de, para e sobre educação. (…) Um dos discursos correntes, o de que professor seria um excluído da “sociedade de leitores” (MARINHO, 1998), e que, por isso, seria um não-leitor (em contraponto à denominação de professor leitor), manifesta-se em alguns resultados de pesquisas sobre doscentes e sobre como suas relações com a leitura, assim como no discurso de alguns dos envolvidos na formação inicial e continuada dos docentes (BATISTA, 1998).”

 

Este trecho citado acima faz parte do livro “Discursos Sobre Leitura Entre Professores”, de Ana Maria Gomes de Almeida, lançado pela Coleção Feso – série teses. O trecho se encontra na página 16.

Peguei este trecho porque comecei a refletir sobre a minha relação com a leitura e a escrita. Mas o livro citado diz mais sobre a leitura….

Desde cedo, muito criança, queria aprender a ler e escrever. Interessante como escrever parece, muitas vezes, mais fácil e mais prazeroso do que ler. Mas escrever, no entanto, exige conteúdo. Quando pequena, queria escrever logo. Muitas vezes, fazia de um papel e uma caneta e uns rabiscos, uma “frase”.

Essa ansiedade me acompanhou até a alfabetização, quando, finalmente, eu aprendi a ler e, lia um livro infantil, meia-noite, em voz alta, sem me preocupar com o sono dos outros.

Dos livros que li na infância, considero o primeiro, que minha mãe leu pra mim, quando eu ainda não sabia ler: “Alice no País das Maravilhas”. Depois, mais tarde, por conta própria, li “As Aventuras de Huckleberry Finn”, de Mark Twain (mas esse, eu não li até o fim), e li “As Viagens de Gulliver”, de Jonathan Swift (esse eu li mesmo).

Um dado engraçado de quando eu ainda não sabia ler é que, quando eu abria alguns livros, eu observava caminhos entre as palavras…. (não lia o significado das palavras).

Mas isso tudo é muito bonitinho, muito engraçadinho, mas…. E nós vivemos num mundo globalizado, cheio de meios de comunicação, que cada vez mais exige que se saiba ler e escrever (muitas redes sociais). Quantas pessoas, em idade economicamente ativa, não sabem ler? Digo só no Brasil….

Confesso que não nasci uma ávida leitora, mas ninguém nasce sabendo. Ler é algo que deve ser cultivado. Se você for contar uns seis anos para trás, você vai encontrar uma Luiza que lê pouco, ouve muito U2 e escreve loucamente.

Mas, que a leitura seja cultivada….

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