Literatura É Tudo?

Literariamente e artisticamente falando, não sou uma pessoa muito madura. Não tenho muitos clássicos, integralmente lidos, na minha bagagem, não frequento, semanalmente, teatros e nem costumo ir muito a teatros, espetáculos de dança, e outros tipos de manifestações que se enquadram no termo “Arte”. Porém, procuro estar sempre lendo, assistindo a filmes, shows, videoclipes, lendo revistas (principalmente as “femininas”) e, de vez em quando, vou a uma abertura de um exposição (de “Arte”).

Tenho vários blogs, dois na ativa, que algumas pessoas adoram ler e, outras, no entanto, não suportam nem clicar no link. Eu não entendo isso. Mas acho que é assim mesmo. Deixa pra lá…. (putz! Agora começou a tocar Pixies no soundcloud, “Where’s My Mind”).

Agora vou tocar num assunto que diz respeito ao ínicio da minha aproximação à Literatura. Uma vez, eu estava numa oficina literária, com um professor considerado – saudades dele – e o professor disse (não sei se ele lembraria que falou) ele disse que tudo pode ser Literatura.

Eu penso que é verdade. Tudo pode ser Literatura. Cinema pode ser Literatura. Se você pensar que o Cinema tem um roteiro, uma trama, que a imagem também é um texto… E muitos outros detalhes. Até podemos tocar no assunto “YouTubers”.

Essa nova profissão, “YouTubers”, em que vemos milhares de pessoas ensinando automaquilagem, discutindo assuntos polêmicos, fazendo entretenimento, criando objetos e ensinando, ou apenas mostrando a própria vida. Eles podem estar fazendo Literatura. Muitos tem roteiro, auxiliares, maquiagem, luz, câmera e ação. Outros, com um orçamento menor, ou até mesmo, com menos disponibilidade, apenas um celular e a luz que está disponível na hora, fazem um trabalho “Artístico”. Ou seria “Literário”. Ou “Cinematográfico”?

Difícil. Eu preciso estudar. Se você souber de uma bibliografia que aborde este assunto, por favor, deixe nos comentários.

Johnny Depp (Biografias)

Johnny Depp não nasceu “Johnny Depp”! Ganhador de prêmios como o de Ator Favorito de Cinema no People’s Choice Awards 2010 e, como não citar, um prêmio de reconhecimento à sua carreira, recebido no Festival Internacional do Cinema das Bahamas.

John Christopher Depp II nasceu em junho de 1963, em Owensboro, Kentucky, Estados Unidos. Seu apelido, Johnny, deve-se ao nome do pai ser o mesmo. Para diferenciar: Johnny.

Johnny nasceu numa família como toda família é, com amor e com problemas também. Sua família se mudava muito. Eram “nômades”, como Johnny mesmo diz.

O futuro ator então, era aspirante a músico, mais especificamente, voltado para o rock. Fã de Iggy Pop, Johnny, no fim da adolescência, partiu para Califórnia e foi trabalhar de frentista de posto de gasolina para alcançar o que desejava: rock and roll. Apesar de ter uma guitarra e tocá-la, o que Johnny conseguiu foi um convite para atuar. Tudo isso serviu de empurrão para Johnny se tornar o ator que é hoje.

Eu tenho duas biografias em mãos: “Johnny Depp – Biografia Ilustrada” de Nick Johnstone (que traz mais a filmografia do ator)  e “Johnny Depp” de Danny White (que centraliza mais na personalidade do ator). A primeira é da editora Universo dos Livros e a segunda, BestSeller.

É interessante conhecer a vida de um ator que, com a experiência, foi se tornando alguém tão cuidadoso na escolha dos papéis que faz. Ele não o faz por orgulho, mas por algo que acredita, porque sua personalidade se afeiçoa àquele personagem. Então ele absorve tudo sobre aquele personagem e se entrega.

Você vai encontrar, na bibliografia citada, várias afirmações sobre as performances de Depp. Desde “Edward – Mãos de Tesoura”(Tim Burton,1990) até “Diário de um Jornalista Bêbado”(Bruce Robinson, 2012), passando por “O Turista “(Florian Henckel, 2011), “Medo e Delírio” (Terry Gillian, 1998) e “Piratas do Caribe” (que eu não sei se é trilogia ou o quê, Rob Marshall, 2003).

Tudo isso você encontra nas biografias sobre o ator. Nas que citei e, acredito, em outras que você encontrar por aí.

Boa Leitura!

Impossível Não Tocar no Assunto

Impossível eu não tocar no assunto U2, tendo assistido o último DVD da banda, ao vivo em Paris, nesse Reveillon que passou.

O show é o máximo! Eu, como fã da banda irlandesa, talvez não fosse a pessoa mais adequada para fazer uma resenha do DVD. Mas… Vamos lá!

Logo que você dá “play” no show, vem o aviso sobre os ataques terroristas que ocorreram em Paris, no mesmo momento em que o U2 ia dar shows ( os ataques foram dia 13 de novembro de 2015, e os shows seriam dia 14 e 15 – o DVD é do dia 7 de dezembro do mesmo ano). A banda Eagles of The Death Metal faz uma participação significativa no show, lá pro fim do show. E foi uma banda que viu de perto o horror dos ataques, em Paris, naquele ano.

O “set list” do dia 7, muito bem escolhido, inclui músicas do último álbum, “Songs of Innocence”, como “Iris (Hold Me Close)” – que me emocionou – e “Cedarwood Road”. Mas não deixa os clássicos da banda de lado, como “Bullet The Blue Sky” e “Where The Streets Have No Name”.

Mas o ponto alto do show está no single “Invisible”. O cenário, que é rico em oferecer diversos pontos de vista para a platéia (ao contrário da última turnê – a 360°, que dava visão para todos, essa dá diferentes pontos de vistas para cada um).  Em “Invisible”, Bono e sua turma se aproveitam dos recursos de mais de uma tonelada para oferecer recursos audiovisuais que desafiam os sentidos.

Tudo bom, tudo bem, mas Bono Vox tem seus clichês. Usar bandeiras que pega da plateia, chamar pessoas do público para o palco, sacudir o microfone, fazer discursos políticos…. Mas nada disso deixa o show sem graça (e engajamento político, muitas vezes, é mais que necessário).

Algo que me chamou a atenção foi um lado agressivo do vocalista que eu não conhecia. Bono faz aquele estilo doce, que canta ao pé do ouvido, que faz falsetes…. De repente você vê ele… MEO DEOS! Nunca vi Bono daquele jeito. Mas a energia para o palco continua a toda.

“U2 iNNOCENCE + eXPERIENCE Live in Paris” vale muito a pena! Principalmente se você é fã, como eu! Curta!

Livre Para se Expressar… Desde Quando?

No Brasil, “Liberdade  de Expressão” é novidade. Portanto, não se assuste se alguém reprimir algo que você expressar do fundo do seu “eu”…

A “Liberdade de Expressão”, constitucionalmente falando, trata-se da liberdade  de exprimir opiniões, portanto “juízos de valores” a respeito de fatos e idéias.

Vamos pensar o seguinte, começando da história mais recente do Brasil: na época do Império, em 1822, havia um quarto poder, chamado “Poder Moderador”, estabelecendo que, tudo que fosse publicado tinha que passar pelo crivo do Imperador.

Pulando direto para 1934 (sim, porque até aí, “Liberdade de Expressão”, necas) , durante apenas três anos, houve uma relativa “Liberdade de Expressão”, maaaaas havia exceções. Isso foi durante a “Era Vargas”.

Dando mais um salto para 1964 (sim, porque até aí, só piorou), com o Regime Militar e tudo mais, veio o Ato Institucional número cinco (o famoso AI-5). O AI-5, lançado em 1968, dava total poder ao Presidente da República, proibia manifestações públicas e ainda impunha censura prévia à imprensa. Graças ao AI-5, assistiu-se, no Brasil, o clímax da restrição à “Liberdade de Expressão”.

Enfim, em 1988, a “Liberdade de Expressão” foi prestigiada na nova Consituição. A “Liberdade de Expressão” foi privilegiada como nunca antes visto no País.

A “Liberdade de Expressão”, após o fim de anos de supressão da livre manifestação de opinião, foi, finalmente considerada “Direito Fundamental”. Tudo isso, inspirado pela Declaração dos Direitos Humanos (que foi declarada muito antes de disso, pequeno detalhe).

Boa, e como estamos agora? Será que temos “Liberdade”?

Biografias

Uma coisa que curto ler é biografia: de ídolos, figuras importantes para o cenário da cultura atual e mais.

Recentemente, ao começar com o blog “Literatos…”, eu me lembrei, por ter biografias em casa, da polêmica em torno destas, ocorrida nos idos de 2013/2014.

O fuzuê espiralou por volta da censura prévia às biografias, por parte dos biografados ou aqueles que saíssem na obra, ação defendida por alguns artistas e produtores; e, também, por volta da liberdade de expressão, defendida por jornalistas e muitos biógrafos.

O final da história já sabemos: a liberdade de expressão e o direito do biografado, ou alguém que se sentir atingido em sua honra, fama ou respeitabilidade, recorrer a supressão de trechos da obra, venceu, com uma lei decretada em 2014.

Na minha opinião, rasa, intelectual, quando leio uma biografia, quero saber da verdade sobre a vida daquela personalidade. Não é que queira saber os “podres”. Definitivamente, não! Embora, muita biografia se importe mais em contar os “podres” das personalidades. Mas, só quero saber a verdade. Bem como me preocupo em ser mais verdadeira o possível em tudo que faço.
Porém, se a biografia apresenta uma mentira, dou razão para que se recorra para a supressão de trechos da obra, como daria razão para a censura prévia.

Eu não gostaria de ver mentiras espalhadas por aí sobre ninguém. Mas, já vemos isso por aí. Muito.

Não importa: censura prévia ou liberdade de expressão – a verdade acima de tudo.

Rotina, a Melhor Coisa do Mundo

Nova? E Boa Rotina

Nessas semanas que passaram, tenho tentado seguir uma rotina de atividades e tarefas. Isso “está sendo” uma grande mudança na minha vida. Mas tudo isso, eu atribuo a uma trilogia que estou terminando de ler.

A trilogia é formada por (nesta ordem): “Para Estar com Deus”; “A Conquista das Virtudes” e “Tornar a Vida Amável”. A trilogia foi escrita pelo padre Francisco Faus.

Francisco Faus (Barcelona, 1931) é conhecido por suas novenas, por exemplo, a Novena do Trabalho. Conviveu, entre 1953 e 1955, com São José Maria Escrivá, quando morou em Roma, na ocasião em que recebia o doutorado em Direito Canônico e se preparava para receber a ordenação sacerdotal (tornar-se padre).  Tem mais de vinte livros escritos sobre espiritualidade cristã.

A trilogia que estou lendo, de Francisco Faus, trouxe para mim “ordem” e “hábitos de leitura e oração”. Não que eu já não os tivesse, mas essa trilogia trouxe para mim a importância da rotina, da perseverança, da insistência, de seguir no caminho naquilo que te faz bem. E isso pode ser um esforço, certas vezes.

Não se trata de cumprir horários rígidos, mas de ter bons hábitos, de seguir o que é bom.

Trata-se de uma Literatura Católica, mas, mesmo que você não tenha nenhuma religião, perceba a importância da ordem, por exemplo, no seu ambiente de trabalho, ou no seu quarto de dormir. A diferença quando está tudo no lugar adequado, limpo e quando está tudo fora do lugar e sujo. Em qual das situações é mais fácil produzir, mais fácil dormir???

É nisso que o livro me tocou de primeira.

Boa leitura!

Sobre Leitura

“Atores no seu espaço profissional, a voz dos professores também precisa ser ouvida e considerada como anunciadoras de experiências, de marcas das práticas cotidianas, de leituras do mundo, cabendo-lhes também a responsabilidade da assinatura nos escritos de, para e sobre educação. (…) Um dos discursos correntes, o de que professor seria um excluído da “sociedade de leitores” (MARINHO, 1998), e que, por isso, seria um não-leitor (em contraponto à denominação de professor leitor), manifesta-se em alguns resultados de pesquisas sobre doscentes e sobre como suas relações com a leitura, assim como no discurso de alguns dos envolvidos na formação inicial e continuada dos docentes (BATISTA, 1998).”

 

Este trecho citado acima faz parte do livro “Discursos Sobre Leitura Entre Professores”, de Ana Maria Gomes de Almeida, lançado pela Coleção Feso – série teses. O trecho se encontra na página 16.

Peguei este trecho porque comecei a refletir sobre a minha relação com a leitura e a escrita. Mas o livro citado diz mais sobre a leitura….

Desde cedo, muito criança, queria aprender a ler e escrever. Interessante como escrever parece, muitas vezes, mais fácil e mais prazeroso do que ler. Mas escrever, no entanto, exige conteúdo. Quando pequena, queria escrever logo. Muitas vezes, fazia de um papel e uma caneta e uns rabiscos, uma “frase”.

Essa ansiedade me acompanhou até a alfabetização, quando, finalmente, eu aprendi a ler e, lia um livro infantil, meia-noite, em voz alta, sem me preocupar com o sono dos outros.

Dos livros que li na infância, considero o primeiro, que minha mãe leu pra mim, quando eu ainda não sabia ler: “Alice no País das Maravilhas”. Depois, mais tarde, por conta própria, li “As Aventuras de Huckleberry Finn”, de Mark Twain (mas esse, eu não li até o fim), e li “As Viagens de Gulliver”, de Jonathan Swift (esse eu li mesmo).

Um dado engraçado de quando eu ainda não sabia ler é que, quando eu abria alguns livros, eu observava caminhos entre as palavras…. (não lia o significado das palavras).

Mas isso tudo é muito bonitinho, muito engraçadinho, mas…. E nós vivemos num mundo globalizado, cheio de meios de comunicação, que cada vez mais exige que se saiba ler e escrever (muitas redes sociais). Quantas pessoas, em idade economicamente ativa, não sabem ler? Digo só no Brasil….

Confesso que não nasci uma ávida leitora, mas ninguém nasce sabendo. Ler é algo que deve ser cultivado. Se você for contar uns seis anos para trás, você vai encontrar uma Luiza que lê pouco, ouve muito U2 e escreve loucamente.

Mas, que a leitura seja cultivada….

Literata…. eu? Quem disse?

Eu estou de blog novo! Impressionante, não… E este aqui não é apenas mais um, não!
Eu quero tocar fundo no assunto “Literatura” (promessa é dívida, mais uma). Então, “let’s go!”.

Pra começar bem o blog, tem um livro que há tempos me indicaram e considero, pra mim, de difícil leitura. Ele tem o seguinte título: “Para Ler Como Escritor” e é de Francine Prose.
É destinado a quem quer ler bem ou quem quer além disso, escrever bem. Mas, mais ficção.

Mas eu considero útil para quem quer ler qualquer coisa e escrever qualquer coisa. Porque ela propõe, no começo, uma “leitura atenta” e muito mais, faz-nos pensar mais sobre o que estamos lendo ou escrevendo.

Livro muito útil, é da editora Zahar.

Um trecho que gosto muito é quando ela diz que o diálogo falado, vocal, sempre é diferente do escrito. Por mais que você escreva puxando para a oralidade, o diálogo escrito sempre será diferente daquilo que a gente fala. Isso é o que me chama mais a atenção.

Bem, Literatura é Vida!!!!